A violência de uma maneira geral se estabelece em uma relação de forças, com a predominância da dominação e desigualdade, que implicam na subordinação dos desejos, de modo que a vítima seja privada da manifestação de sua vontade, o que caracteriza o abuso do poder e resulta na violência sexual.

Ressalta-se o fato de que em todas as formas de maus tratos e abusos de poder, existe a probabilidade maior de que as vitimas envolvidas venham a reproduzir tais comportamentos, tornando-se novos vitimadores.

Quanto aos indicadores de violência sexual, embora não sejam de fácil constatação, existem alguns comportamentos que podem ser observados em crianças que estão sendo vitimadas(os) pela violência sexual como:

  1. Altos níveis de ansiedade;
  2. autoestima rebaixada;
  3. distúrbio no sono e na alimentação;
  4. problemas no aprendizado e dificuldades de concentração;
  5. mudanças extremas;
  6. súbitas e não explicadas alterações no comportamento da criança / adolescente;
  7. comportamento muito agressivo ou apático /isolado;
  8. regressão ao um comportamento muito infantil;
  9. tristeza e abatimento profundo;
  10. comportamento sexualmente explícito ou presença de conhecimentos inapropriados para a idade;
  11. masturbação visível e contínua;
  12. brincadeiras sexuais agressivas;
  13. relutância em voltar para a casa;
  14. faltar frequentemente a escola e ter poucos amigos.

É importante estar muito atento às mudanças de comportamento ou humor, pois, na maioria das vezes, as crianças/adolescentes nos falam da violência sofrida através de atitudes como as citadas acima e não diretamente por meio de palavras.

O adulto representa a estrutura da sociedade como um lugar de proteção e cuidados e tem a responsabilidade de propiciar à criança um desenvolvimento adequado, em um ambiente de amor e segurança, que possibilite uma integridade psíquica e a aprendizagem nas relações sociais, por isso é essencial denunciar qualquer tipo de violência.

Disque 100 (Disque Denúncia Nacional).

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Divânia Lisboa Biganzoli
Divânia Lisboa Biganzoli

Psicóloga pelo Centro Universitário Santo André - UNIA. CRP 06/83704. Especialista em Sexualidade Humana e Terapia Sexual pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP/SP.

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