Com certeza você já deve ter ouvido falar em alguma campanha na TV, principalmente no Carnaval, sobre a HIV/AIDS não é mesmo?

Algumas vezes são distribuídos preservativos nas ruas para que você possa se prevenir de doenças sexualmente transmissíveis.

É possível que você tenha ficado mais confuso do que seguro com estas informações e é por isso que eu quero te contar tudo sobre o vírus HIV, para que você se sinta confortável e bem informado.

Assim, você pode dividir com colegas, amigos e familiares estas informações tão preciosas que podem salvar vidas, inclusive a sua.

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Qual é a diferença entre HIV e AIDS?

Quando você ouvir que um indivíduo é soropositivo, significa que ele tem HIV, que é a sigla para o vírus da imunodeficiência humana.

O portador de HIV pode transmitir a doença sem ao menos saber que tem, pois mesmo com o vírus pode ainda se sentir saudável e forte.

Sabe o que o vírus HIV faz?

Ele destrói as células de defesa do corpo levando quem estiver com o vírus a contrair outras doenças. Por isso, por ficar com a defesa do corpo comprometida, com HIV, uma simples gripe pode ser fatal.

Quando o doente tem sintomas de enfraquecimento do sistema imunológico, como perda de apetite, emagrecimento, anemia grave, infecções diversas, diz-se que ele tem AIDS, ou seja, a AIDS é a manifestação, é o que aparece, do vírus HIV.

Transmissão do vírus HIV

Como ocorre a transmissão do vírus?

O vírus do HIV pode ser espalhado através de relações sexuais sem proteção incluindo sexo anal e oral, transfusão de sangue, compartilhamento de seringas pelos usuários de drogas, via parto normal (vaginal), aleitamento materno.

Estas são as principais vias de transmissão do vírus, então se você cuidar disto, você está praticamente protegido.

Saliva e lágrimas não transmitem o vírus. Abraços e contato com suor também não. Você pode abraçar quem você quiser, abraço não gera o contágio.

Comportamentos “com risco” de contaminação

  • Fazer sexo sem camisinha (incluindo sexo oral e anal)
  • Depois de um tempo de relacionamento tirar a camisinha porque confia no (a) parceiro(a)
  • Usar drogas injetáveis
  • Transfusão de sangue contaminado
  • Seringa compartilhada

Comportamentos “sem risco” de contaminação

  • usar o mesmo talher/copo
  • usar o mesmo banheiro
  • contato com suor, urina/fezes, lágrimas
  • abraco
  • vômito
  • saliva

AIDS tem cura?

A AIDS tem cura?

Não, a AIDS não tem cura.

Não existe ainda vacina para prevenir a população de contrair o vírus. Os cientistas trabalham incansavelmente para este fim, mas por ora, a prevenção, como falei pra você ali em cima, é a única forma de evitar a contaminação.

O que existe é tratamento com retrovirais, medicamentos que ajudam a prolongar a vida do doente, e ele consegue levar uma vida quase normal, os químicos são muito fortes para tentar controlar o vírus, que também é bastante resistente, porém quando o paciente soropositivo tem a carga viral indetectável, que ele consegue isso fazendo o tratamento com os anti-retrovirais, ele não transmite mais o vírus.

Olá! Eu sou o Dr. Bot, um assistente virtual e estou aqui para ajudar a esclarecer suas principais dúvidas!

De maneira anônima, converse com nosso robô que já ajudou milhares de pessoas a melhorar o sexo.

Qual das opções quer saber mais?

Como todo medicamento existem efeitos colaterais:

  • diarreia
  • vômitos,
  • náuseas,
  • manchas avermelhadas pelo corpo,
  • agitação,
  • insônia.

Os coquetéis anti-aids podem causar danos aos:

  • rins,
  • fígado,
  • ossos,
  • estômago,
  • intestinos,
  • alterações neuropsiquiátricas.

Além disso, podem modificar o metabolismo, provocando lipodistrofia (mudança na distribuição de gordura pelo corpo), diabetes, entre outras doenças.

O melhor de tudo é nunca precisar tomar esses medicamentos, para isso, você pode prevenir usando o preservativo em todas as relações sexuais, não importa se o(a) parceiro(a) é seu conhecido há anos, camisinha é sempre a nossa grande aliada.

HIV e AIDS no Brasil

E por que esse número de casos no Brasil vêm aumentando?

Uma das doenças mais comentadas na mídia, cresceu 3% entre 2010 e 2016 no Brasil enquanto que no mundo esse número diminuiu em 11%, que é um motivo de comemoração para os outros países, menos para o Brasil.

Você sabia que o Brasil é o país pioneiro no mundo quanto ao tratamento oferecido aos soropositivos gratuitamente? E que com isso conseguiu aumentar em 10x a expectativa de vida do indivíduo.

É uma vitória imensa para todos nós, para mim e para você, mas nesses 30 anos de luta contra a AIDS, esta luta está longe de chegar ao fim.

Em 2016 somam 1 milhão de pessoas que morreram com a doença no mundo, e o número de doentes é da ordem 36.7 milhões.

Entre 2010 e 2016 o número de pessoas com Aids no Brasil aumentou de 700 mil para 830 mil pessoas, com 15 mil mortes por ano.

Segundo a Unaids, o Brasil conta com 40% dos novos casos de Aids na América Latina. São 44 mil novos casos por ano, no Brasil.

Sem contar as pessoas que ainda não descobriram a doença, pois ficam anos sem manisfestar os sintomas e estão espalhando o vírus em suas relações sexuais sem proteção.

Você está vendo? O importante é usar camisinha em todas as relações, aí não tem problema.

O brasileiro pode estar perdendo o medo de contrair o vírus por saber que se oferece atendimento e medicamentos caríssimos de forma gratuita para os doentes e que os retrovirais prolongam a vida do indivíduo.

Só não se sabe que a qualidade de vida do indivíduo soropositivo não é a mesma do que um indivíduo saudável.

Lembrando que os coquetéis retrovirais NÃO curam a doença, a AIDS não tem cura.

Grupos de risco para contrair o vírus HIV

Existem grupos de risco para contrair o vírus HIV?

Não. Todos podemos contrair o vírus.

Inclusive a AIDS vêm aumentando em grupos da terceira idade, os idosos estão vivendo mais e com mais qualidade de vida do que há décadas atrás, e vêm trocando de parceiros mais facilmente, pois hoje em dia, não é mais tabu ser divorciado.

Então, a oferta por sexo na terceira idade é maior e a facilidade de se relacionar também.

É necessário termos a consciência de que basta se ter um comportamento de risco para que exista a possibilidade de se contrair o vírus.

Não importa o grupo onde vamos estar circulando. Que tal cuidarmos de nós mesmos, independente do grupo em que estivermos?

O que fazer se transei sem preservativo

O que eu devo fazer se já transei sem preservativo?

Se você já transou sem preservativo e está preocupado(a), vá a um posto de saúde ou ao médico do seu convênio e peça um exame de sangue anti-HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis também.

Irão providenciar para você facilmente e sem questionar, ninguém vai te dar bronca, fique bem tranquilo(a).

Não tenha vergonha de pedir, todas as pessoas fazem sexo, faz parte da natureza, porém, precisamos nos proteger das doenças para termos uma vida longa e boa.

O que fazer se o exame anti-HIV der positivo?

Existem os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) na sua cidade, você vai receber todas as orientações para o seu tratamento. Os profissionais de saúde são treinados para te atender de forma discreta e respeitosa.

Acesse o site brasil.gov.br/saude que lá você encontrará todas as informações e o CTA mais perto de você.

Amar a si é amar também ao próximo, cuide-se.

Um forte abraço!

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Sobre o Autor Ver Posts

Livia Alonso
Livia Alonso

Fisioterapeuta pelo Centro Universitário São Camilo de São Paulo. CREFITO 118611- F. Especialista em Fisioterapia Pélvica com Ênfase em Disfunções Sexuais pelo Grupo Educacional CBES/São Paulo.

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