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Como controlar o Ciúmes? Entenda a diferença entre ciúmes e cuidado

O que é ciúmes? Como lidar com o ciúmes

O que é o ciúmes?

O ciúme é um conjunto de emoções que podemos sentir, pensamentos e até de comportamentos que podemos ter quando percebemos uma possível ameaça-real, ou até uma ameaça imaginária, em um relacionamento que a gente valoriza.

“Quem nunca sentiu um pouco de ciúmes? que atire a primeira pedra.”

Grave o primeiro detalhe: ciúmes tem níveis, diferentes níveis, e o problema está quando vai se intensificando.

O ciúmes pode surgir quando temos medo de perder alguém, sobretudo alguém que cogitamos ser nosso ou nossa. Essa sensação de perder algo que é nosso é que causa o ciúmes.

Na real, o ciúmes tem mais a ver com a posse do que com a liberdade e o amor. Queremos ter essa pessoa para nós, e aí é que damos margem para o ciúme surgir.

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Como identificar comportamentos de ciúmes?

É fácil verificar. O ciúmes frequentemente começa pequeno e vai aumentando.

Geralmente o ciúmes começa com comportamentos de controle, por exemplo, desde monitorar redes sociais da outra pessoa até questionar o tempo todo sobre o que fez, com quem falou, onde esteve ao longo do dia.

Algumas atitudes de controle/ciúmes:

A pessoa que tem ciúmes, do nível mais simples até o mais patológico, frequentemente sofre com ansiedade e se preocupa excessivamente com algumas situações.

Tais preocupações nem sempre tem fundamentos na realidade, muitas vezes são até criações somente da cabeça do ciumento.

“Às vezes a pessoa que tem ciúmes vê coisas onde não existe, outras potencializa o que viu, enfim, tende a aumentar o que pode ser um problema.”

Mas um detalhe é certo: No ciúme, sempre existe um rival, seja ele real ou imaginário. A pessoa com ciúmes sempre acha que alguém está disputando com ela o que ela considera dela.

Qual a real diferença entre ciúmes e o cuidado?

Muitas pessoas entendem demonstrações de ciúme como demonstrações de amor.

Na verdade, entre o ciúmes e o amor, existem grandes diferenças aí.

O ciúme pode significar várias coisas, entre elas:

Uma coisa é séria: Ciúmes tem mais a ver com a posse do que com o cuidado.

Então o que é o cuidado?

O cuidado, veja a diferença. Cuidar do outro não é manter o outro sob vigilância. Cuidar do outro não significa verificar seus pertences, seus passos, onde foi ou com quem falou.

Cuidar do outro não é comportar-se de forma agressiva ou sarcástica. Cuidar do outro não pode gerar controle, dor, nem ao outro, nem a você.

No cuidado está sempre aberto o canal do diálogo, mantendo atitudes de gentileza e carinho. No ciúmes o diálogo nem sempre está aberto.

Entendeu as diferenças?

Leia também: Crises no relacionamento: por que acontecem e como superá-las

Existem diferentes níveis de ciúmes? Se existe, quais?

O ciúmes pode ser:

O ciúmes normal:

Quando está em um nível normal, o ciúmes é transitório, baseado em fatos reais, no que de fato acontece ou aconteceu, e em situações em específico, não gerando comportamentos que afetem a  relação, e nem geram sofrimentos.

Nesse nível, a situação em que gerou ciúmes pode ser dialogada e promover melhorias na relação do casal, tornando até a convivência e o dia a dia mais saudável e ainda mais ajustado com as expectativas de cada um dos envolvidos.

O ciúmes moderado:

O ciúmes moderado ele vem com sentimentos e comportamentos parecidos com os do ciúmes patológico, mas logo depois do ocorrido (ou até durante) o sujeito percebe que seus pensamentos e ações estão em desacordo com a realidade, se sentindo mal por suas próprias atitudes.

No ciúmes moderado a pessoa que sentiu ciúmes frequentemente se da conta que passou um pouco na interpretação dos fatos.

O ciúmes patológico:

No ciúmes patológico, as preocupações são infundadas, completamente fora do contexto.

Os pensamentos, os sentimentos, e até as reações fisiológicas, reações do corpo como aceleração do coração, sudorese, alteração de respiração,  e comportamentos não condizem com os fatos que aconteceram.

Duas emoções muito presentes são ansiedade e raiva, e a pessoa tem muita dificuldade para lidar com essas emoções e costuma agir por meio delas (agredindo verbalmente ou fisicamente, gritando, quebrando coisas, etc.).

Aqui, no ciúmes patológico considera que o outro sempre estará errado na visão dela e o ciumento patológico simplesmente não enxerga que quem está distorcendo a realidade o mesmo.

Quando esse sentimento ultrapassa a linha saudável e normal, a pessoa costuma buscar novas invenções que confirmem que o que ela acredita está associado a dados reais, sempre colocando em dúvida a fidelidade do outro.

A vivência é de dor e o ciúme patológico é prejudicial para a saúde mental e física de ambas as partes, podendo inclusive colocar suas vidas em risco.

Como saber se o ciúmes é obsessivo?

O ciúme obsessivo é bastante próximo de um delírio, uma intensa desregulação emocional que gera comportamentos extremamente danosos para si e para o outro.

É preciso avaliar a frequência e a  intensidade que o ciúme aparece e o quanto sua manifestação prejudica sua vida e seu relacionamento.

A percepção distorcida dos fatos ocorridos na realidade, pode fazer com que quem tem ciúmes obsessivo não perceba com clareza e racionalidade, que não necessariamente os fatos realmente estão acontecendo.

Por exemplo, podem achar que a pessoa de quem tem ciúmes está dando atenção excessiva a outro ou até acreditar que seu parceiro(a) está tendo comportamentos inadequados.

Na mentalidade do ciumento obsessivo, as pessoas o desqualificam, e que não dão muito valor a ela. Mas na verdade, ela própria tem uma autoestima baixa e atribui isso ao outro.

Quando existe um ciúme obsessivo as brigas são frequentes e o relacionamento é amplamente prejudicado.

Quais as principais causas do ciúmes?

Não existe ao certo uma única resposta que sirva para todos os casos, mas se sabe que alguns fatores podem contribuir para esse padrão de pensamentos e comportamentos de ciúme.

Traumas:

É comum que quem tenha ciúme intenso tenha tido traumas de infância relacionados a abuso, abandono ou falta de afeto.

Também que o modelo de relacionamento tenha sido aprendido em casa e se repita em suas relações na vida adulta.

Problemas com relacionamentos anteriores também são frequentes, assim como transtornos psicológicos, de ansiedade e pouco controle de raiva e angústia.

Busca de incentivos:

Outro agravante é quando existe incentivos para o ciúme.

Isso pode acontecer quando parceiros buscam reações de ciúme para se sentirem mais amados, mas também em outras relações, como o incentivo velado ou inconsciente dos pais para que um filho tenha ciúme do outro ou amigos que provocam ciúmes uns nos outros.

Autoestima baixa:

Outra possível causa para o ciúme é a autoestima muito baixa, pois então a pessoa compreende que tudo em volta pode ser melhor que ela e assim abre espaço para a insegurança.

Ciúmes e violência. Como se proteger?

Avalie sempre em que nível o ciúmes está. Nunca deixe ele passar do ponto do cuidado para o ponto do ciúmes patológico.

Se perceber que sozinha(o) não consegue lidar, busque ajuda, entre estas opções:

O que fazer se você for o(a) ciumento(a)? 8 dicas e breve explicação sobre cada dica.

Dica 1:

Use a escrita! Anote as suas preocupações, seus pensamentos relacionados ao ciúme.

Avalie então o quanto as preocupações são verídicas, perceba se existe alguma evidência de que seus pensamentos frequentes de ciúme são verdadeiros.

Desafie esses pensamentos!

Dica 2:

Reflexão e autoconhecimento: Avalie seus medos.

Há intenso medo de ser humilhado, de ficar só e de sentir-se ingênuo (trouxa) perante as outras pessoas?

Dica 3:

Abandone o hábito de monitorar as redes sociais das pessoas.

Há grandes chances de existirem informações ambíguas ou meias informações, facilmente te levando de volta para pensamentos que te fazem mal e não tem muito nexo com a realidade.

Dica 4:

Pare de alimentar pensamentos de preocupação excessiva.

Existe uma forte tendência a buscar dados que confirmem as preocupações:

Cada olhar, cada palavra, cada atitude da outra pessoa ser usada como confirmação de que está acontecendo algo pelas tuas costas, quando na verdade você só está buscando motivos para reafirmar sua tese.

Dica 5:

Aceite que está sentindo ciúme. A aceitação não significa gostar do que está sentindo, mas reconhecer e não julgar a emoção.

A postura de aceitação favorece a mudança, liberando a mente para o que realmente pode ser modificado.

Dica 6:

Entenda que nem tudo que você pensa é real.

O pensar é automático e muitas vezes pensamos de acordo com nossas crenças limitantes, como crenças de que relacionamentos precisam de briga, que as pessoas sempre irão trair ou de que não é merecedora de felicidade.

Grave esse mantra: São apenas pensamentos.

Dica 7:

Expresse o que está sentindo. De forma aberta, sincera e assertiva, fale sobre o que sente e pensa.

Deixe claro que não escolheu se sentir dessa forma, mas que reconhece o estado e sabe que essa emoção irá passar assim como todas as outras.

Dica 8:

Busque psicoterapia.

É a forma mais indicada de buscar ajuda para lidar com pensamentos e sentimentos, fazer entendimentos sobre os motivos que te levam a sentir tanto ciúme e aprender a se relacionar melhor com você e com os outros.

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O que fazer se seu companheiro(a) for ciumento(a)? 8 dicas e breve explicação sobre cada dica.

Dica 1:

Converse sobre o assunto, sobre como se sente a respeito desse ciúme. Evite apontar o dedo, prefira falar sobre seu sofrimento com os comportamentos do outro.

Dica 2:

Apresente as evidências de que você está com essa pessoa por livre arbítrio, por que deseja estar com ela e que não há necessidade dessa preocupação.

Dialogue sobre o quanto essa pessoa é especial para você e que ela precisa saber que merece ser amada e respeitada.

Muitas vezes o ciumento(a) tem crenças de que relacionamentos são conturbados e que isso é normal.

Ajude-o a perceber que relacionamentos podem ser leves.

Dica 3:

Pare de evitar os surtos de ciúme do seu parceiro(a) o tempo inteiro.

Quando a sua vida e seu relacionamento se resume em você tentando esconder coisas que não precisam ser escondidas, explicar coisas que não precisariam ser explicadas, as coisas já não andam bem.

Dica 4:

Incentive seu parceiro(a) a falar sobre o que sente e pensa.

A fala organiza os pensamentos e permite que sejam feitas indagações a esses pensamentos, mostrando que nem sempre eles são verdadeiros.

Dica 5:

Nunca ceda as imposições do ciumento para que ele se sinta mais adequado. Isso amplia a patologia do parceiro(a), fazendo-o acreditar que o seu comportamento é que está errado, e não o dele.

Dica 6:

Aja de acordo com seus valores, com o que você acredita ser justo e resista ao ciúme, não o alimente agindo para satisfazer suas necessidades.

Dica 7:

Ao perceber o ciúme excessivo, não tente resolver o problema sozinho. A patologia se dá por uma série de fatores que carecem atenção profissional, fogem da alçada de quem tem ciúme e do parceiro.

Dica 8:

Quando existem sinais de que o ciúme do parceiro(a) pode se tornar agressivo e a pessoa não vê necessidade de buscar ajuda, se afaste.

Por mais que doa, proteja a sua vida antes de qualquer outra coisa.

Tratamento para o ciúmes existe? Como é?

O tratamento para o ciúme é realizado com psicoterapia.

É preciso trabalhar essas distorções cognitivas(avaliações dos fatos e da realidade e como você interpreta na sua cabeça) e as causas desses comportamentos obsessivos.

Em casos mais graves, pode ser necessário acompanhamento psiquiátrico com o objetivo de reduzir os sintomas de raiva, ansiedade, problemas com o controle inibitório e desregulação emocional.

Se tiver qualquer dificuldade estamos aqui para lhe ajudar.

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