Em minha experiência profissional percebi que a naturalidade é a melhor maneira de lidar com assuntos de âmbito sexual com crianças.

Quando você se sentir em dúvida para responder achando que ela ainda não tem maturidade emocional ou cronológica para receber a resposta saiba que não é bem assim.

Se a criança conseguiu formular a pergunta significa que ela já elaborou pensamentos acerca do assunto e pode receber a resposta.

Lembre-se de responder somente aquilo que a criança está perguntando. Se a resposta for muito complexa corre-se o risco de aumentar a dúvida dela, confundi-la e não saná-la.

Lembre-se de contextualizar sua resposta. Ou seja, usar termos do universo infantil. Metáforas e a analogias simples revelam bons resultados. Seja breve, sincero e simples.

Essa é a melhor maneira de orientar as crianças em relação a este assunto que para elas é visto com pureza, de uma maneira isenta de tabus.

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Seguem abaixo algumas perguntas comuns no intuito de ilustrar a questão:

Criança: Mamãe, como eu fui parar na sua barriga?

Resposta: o papai colocou uma sementinha na mamãe e dessa sementinha cresceu você, assim como crescem as plantinhas na terra você cresceu na barriga da mamãe.

Criança: Mamãe, por onde meu irmãozinho vai sair?

Resposta: Neste caso a resposta depende do tipo de parto que os pais escolheram. Normalmente quando é cesariana as mães se sentem mais a vontade para contar que a barriga será cortada. As maiores dificuldades surgem quando o parto é vaginal. Quando for desta maneira pode-se responder da seguinte forma: Use o codinome do órgão sexual com o qual a criança está acostumada. Exemplo: Seu irmãozinho saíra pela perereca da mamãe. Lá tem um buraquinho que pode ficar grande se precisar e pode ser uma porta de um tamanho bom para o irmão passar.

Depois destas simples respostas espere a reação da criança. Se ela estiver satisfeita mudará de assunto, se ela ainda tiver alguma dúvida refinará sua pergunta.

Não explique mais do que ela está perguntando. Afinal, as crianças processam muito melhor explicações simples, diretas e claras.

Cada pai e cada mãe deverá responder de acordo com sua realidade e o modo de viver da sua família. Não há uma maneira estática de como fazer.

O melhor jeito é ficar calmo, pensar e, conhecendo sua criança, responder com naturalidade.

A maneira como se encara a sexualidade na infância influencia em como esse individuo a exercitará na adolescência e na vida adulta.

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Ana Luiza Costa
Ana Luiza Costa

Ana Luiza é Psicóloga (CRP 08100/87). Especialista em Sexualidade Humana pela Universidade Federal de São Paulo USP/SP. Terapeuta Sexual, Formada em Terapia de Casal pelo Instituto de Terapia e Centros de Estudos da Família INTERCEF/PR. Mais de 12 anos de experiência clínica no tratamento das principais disfunções sexuais.

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