De acordo com o Instituto Nacional do Câncer – INCA, o câncer de mama é o segundo tipo mais frequente do mundo, ficando atrás apenas do câncer de pulmão.

Sendo o câncer de mama o mais comum entre as mulheres, é ainda o tumor maligno que mais aflige as mulheres, dada a sua relação direta com a saúde da mulher e a sexualidade feminina.

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O tema Câncer é por si só de difícil abordagem. A sexualidade da pessoa portadora de câncer, mais ainda. Pois, muitos ignoram a importância da relação entre saúde, doença e sexualidade.

Mas, é importante os (as) profissionais de saúde terem conhecimento sobre o tema e serem um apoio no tratamento.

As mulheres, os casais, as famílias precisam de acolhimento e conhecimento para atravessar esse momento adverso da vida.

A descoberta de um câncer nunca é fácil, sempre abala. Pois, em nossa sociedade, mesmo com os evidentes avanços de tratamento e cura, o câncer está diretamente ligado à morte.

Assim, o adoecimento impacta diversos aspectos da vida. A notícia de ser portador(a) de câncer leva a pessoa a ter de lidar com questões diversas da vida – psicológicas, sociais e sexuais.

No caso do câncer de mama, que está intimamente ligado à autoestima feminina, afeta diretamente à sexualidade da mulher e do casal. Pois, o seio tem diversos significados.

Ele é uma das representações do corpo feminino. Está ligado à identidade da mulher, ao reconhecimento de seu corpo. É símbolo da feminilidade, da sexualidade, da sedução.

Quando há a necessidade da retirada de uma parte do seio, de um ou de ambos os seios a mulher pode apresentar dificuldades com a autoimagem.

Não se reconhecer diante à falta ou sentir-se incompleta e pouco feminina. A mastectomia pode gerar conflitos psicológicos, preocupação com a atração física (muito difundida em nossa sociedade) e preocupação com a rejeição da parceria.

A forma como a mulher lida com a retirada da mama é singular.

A relação entre saúde, doença e sexualidade varia de pessoa para pessoa. O funcionamento sexual pode ser dificultado por questões fisiológicas e psicológicas.

Mas mesmo nesse momento adverso há como ter o resgate da sexualidade. A estabilidade da notícia e da doença ajuda a mulher no resgate do desejo sexual. E o casal tem como retomar a intimidade e a cumplicidade sexual.

A sexualidade é um dos pilares da vida. A saúde sexual é um dos fatores da qualidade de vida.

Vale lembrar que a sexualidade não se reduz ao ato sexual, são as relações de afeto, prazer e comunicação. Sentir-se acolhida e amada fortalece a luta.

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Carolina Freitas
Carolina Freitas

Psicóloga, CRP 09/8329 (Inscrição anterior CRP 01 de 13/03/1998 a 05/12/2012). Psicopedagoga, Sexóloga, Mestre em Psicologia pela Universidade Católica de Brasília, Especialista em Educação Sexual. Terapeuta Sexual pelo Centro de Sexologia de Brasília CESEX, Delegada Estadual - Goiás biênio 2018/2019 da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana SBRASH, Idealizadora e coordenadora o Programa Florescer - Gênero e Sexualidade.

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