É frequente ouvirmos pais com preocupações em relação à sexualidade de seus filhos.

Dúvidas como:

  • Como responder a clássica pergunta sobre como surgem os bebês?
  • Como introduzir este assunto?
  • Qual a idade certa para se falar sobre sexo?
  • É normal crianças tão pequenas tocarem seus órgãos genitais?

Essas e tantas outras são comuns e, cada vez mais, colocadas em pauta, com o objetivo de buscar apoio e respostas.

Portanto, se você tem essas dúvidas, calma. Você não está sozinho!

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As pesquisas mostram que nós, brasileiros, ainda temos muita dificuldade em aprofundar, dentro de nossas próprias casas, com os parceiros ou filhos, assuntos sobre sexo.

Porém, esta temática diz respeito não só ao prazer ou à qualidade de vida, mas também à saúde.

O fato é que não há dia nem lugar marcados, as dúvidas surgirão e se você não estiver preparado naquele momento, trate com naturalidade e sugira ao seu filho para conversarem depois sobre o assunto (mas não vale fugir!).

Na verdade não existe um roteiro a ser seguido, mas algumas regras são fundamentais:

1. Não trate sexo como um tema proibido ou feio.

Isto pode gerar uma imagem negativa sobre algo que fará parte da vida futura da criança.

2. Respeite a pergunta do seu filho.

Sacie a curiosidade que ele está tendo naquele momento.

Caso a criança pergunte sobre o corpo durante o banho, por exemplo, aproxime esta dúvida para a realidade dela, fale sobre as diferenças entre do corpo da mamãe, do papai e o da criança.

Você não precisa dar uma aula de anatomia.

3. Lide com os fatos de maneira real.

Cegonha nunca deixou bebê em porta nenhuma. Aja de acordo com o tempo do seu filho.

A história da sementinha para crianças bem pequenas, por exemplo, é próximo ao que acontece de fato.

Já uma criança mais madura é capaz de compreender a realidade completa, até por já ter estudado o assunto na escola, então a conversa pode ser mais aberta.

4. Compreenda que sexualidade é algo que faz parte da natureza humana.

Apesar de uma criança não fazer sexo, ela tem sexualidade.

E, por isso, são normais curiosidades ou certos prazeres, pois as zonas erógenas são sensíveis e também proporcionam prazer aos bebês.

O toque é uma forma de explorar o próprio corpo e entender seu funcionamento.

Caso se observe que a criança está usando demasiadamente deste recurso, converse com ela, explique a diferença entre o público e o privado.

Se ainda houver persistência ou dúvida, não a reprima e procure um profissional para indicar a melhor forma de trabalhar a questão.

5. Se não souber a resposta para alguma pergunta, não crie.

Diga que não sabe responder no momento, mas que vai pensar ou pesquisar.

Mas é importante que você realmente faça isso, pois há vários meios da criança obter essas respostas e nem sempre da maneira certa, como através internet, por exemplo.

Conversando com as crianças, informações erradas ou que não correspondam a faixa etária, são descartadas.

Além disso, esta atitude também pode evitar possíveis abusos.

A confiança que os pequenos depositam em seus pais para a resolução de suas dúvidas fortalecem os vínculos.

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Diana Montenegro
Diana Montenegro

Psicóloga pela Universidade de Fortaleza. CRP: 11/07223. Especialista em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MINAS). Mestre em Psicologia Universidade Federal do Ceará (UFC). Doutoranda em Psicologia pela Universidade do Porto/Portugal.

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