Alguns temas em sexualidade humana são pouco conhecidos e, talvez por isto, pouco discutidos. Recentemente, chegou ao meu consultório uma paciente com uma nova demanda: a falofobia.

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Entenda a fobia

Antes de falar sobre a falofobia vamos primeiro entender o que é a fobia. Fobia é o temor, a aversão (veja que é mais que um medo) exagerada a situações, animais, objetos, pessoas, coisas.

O exagero está em dar uma proporção maior ao real, causado pela ansiedade. Não é uma simples relação de causa e efeito.

Um exemplo: a pessoa ter experiências sexuais ruins não se tornará necessariamente fóbica sexual. A fobia sexual é conceituada pela evitação, aversão em ter sexo com parceiros(as), na qual estão presentes os sentimentos de repulsa, ansiedade e medo. É uma rede de fatores que requer tratamento.

FALO + FOBIA

Para entender melhor, vamos desmembrar a palavra: falofobia = falo + fobia, ou seja, pênis + aversão = medo irracional do pênis.

A pessoa que tem falofobia, podendo ser mulher ou homem, apresenta um temor desproporcional não só ao pênis, mas a situações a ele relacionado.

Como, por exemplo, aversão ao sexo oral ou ainda medo irracional ao tocar e até mesmo ver o pênis quando ereto, ou não.

Sintomas

A pessoa falofóbica apresenta além de sintomas físicos (taquicardia, sudorese, tremores, dentre outros), sintomas emocionais (sentimento de culpa, dificuldade em se envolver num relacionamento amoroso, dentre outros).

Diferente do que se possa pensar não tem necessariamente relação com traumas. Experiências ruins na infância e na juventude podem causas dificuldades na vida adulta, mas não necessariamente fobia, nem falofobia.

É também uma rede de fatores que requer tratamento.

Tratamento

Da mesma forma que outras dificuldades sexuais, a falofobia pode ser tratada. Os sintomas e conflitos por ela disparados podem ser compreendidos e trabalhados.

Para tanto, é necessária a motivação pessoal e a busca por especialistas.

Lembrando que conversar sobre o tema é o primeiro passo para a solucioná-lo. Caso seja o seu caso, busque por um(a) terapeuta sexual.

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Carolina Freitas
Carolina Freitas

Psicóloga, CRP 09/8329 (Inscrição anterior CRP 01 de 13/03/1998 a 05/12/2012). Psicopedagoga, Sexóloga, Mestre em Psicologia pela Universidade Católica de Brasília, Especialista em Educação Sexual. Terapeuta Sexual pelo Centro de Sexologia de Brasília CESEX, Delegada Estadual - Goiás biênio 2018/2019 da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana SBRASH, Idealizadora e coordenadora o Programa Florescer - Gênero e Sexualidade.

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