Hoje falo com você sobre HSH, que talvez você até já tenha ouvido esta expressão. Se não ouviu lhe explico, significa Homens que fazem sexo com Homens.

Embora muitos não admitam, grande parte dos homens já pensaram pelo menos uma vez na vida, como é fazer sexo com outro homem.

Se você já pensou, não se preocupe, isto é absolutamente normal e pode ser curiosidade, pode ser desejo, pode ser fantasia e pode acontecer com qualquer homem na nossa sociedade.

HSH - Homens que fazem sexo com homens

Hoje já é um pouco mais tranquilo falarmos de sexualidade. E os próprios homens estão encarando isso com mais naturalidade do que há alguns anos atrás.

Mas ainda existem algumas coisas a serem resolvidas e entre elas podemos citar os Homens que fazem Sexo com outros homens, ou os HSHs.

Você já teve impulsos de desejos ou curiosidades por outros homens?

Sabemos que a educação do homem foi e ainda é homofóbica, apesar de muitos esforços para diminuir isso e conscientizar a sociedade para uma aceitação do outro com respeito às suas escolhas, condições e orientações sexuais.

E já podemos perceber o quanto isso tem mudado e permitido que muitos procurem sua felicidade, vivenciando seus desejos e sua sexualidade do modo que for melhor para cada um.

Por isso ter impulsos de desejo ou curiosidade por outros homens tanto no afeto como no sexo tem feito os homens procurarem entender isso e também viverem esta experiência.

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Se você já pensou algo neste sentido, isso não faz de você um homossexual porque afinal, homens que fazem sexo com homens são questionadores o tempo todo do seu comportamento, identificam-se também com universo heterossexual, apaixonam-se pelas mulheres e tem desejos sexuais por elas.

Curiosidade por outros homens

Entre o conflito e a curiosidade

A princípio quando alguns homens se veem interessados por outros homens, passam por alguns conflitos questionando se são gays, mas acabam por descobrir que o interesse está no desejo de saber como é o sexo com outro homem, pela pegada mais intensa ou pelas possibilidades que o sexo com outro homem pode trazer.

Diferente de uma relação com uma mulher, às vezes pela curiosidade de saber do corpo do outro, pela comparação que faz da virilidade e até da sedução que ele exerce sobre este outro homem.

Por isso que muitos daqueles homens malhados de academia, não são homossexuais, mas cultuam o corpo para seduzir.

Da mesma forma que dizemos que a mulher se veste para outra mulher, o homem malha seu corpo também para provocar outro homem.

Não é a toa que o leão na selva provoca outro macho do bando com seu porte, sua força, por sua sedução ao grupo que vive e por conseguir ter um rugido maior entre eles.

A Bissexualidade está na moda?

Dizer que a bissexualidade está na moda, é meio exagerado, apesar de o assunto estar presente já nas rodas dos bares e nas conversas entre amigos, mas como uma curiosidade sobre o assunto e também para sondar o que se passa na cabeça das pessoas na sociedade em que se vive.

Podemos dizer que os homens procuram sexo com outros homens também para estar junto deles, revivendo os tempos de infância quando procuravam estar com outros meninos para auto afirmar-se, revelando a si mesmo suas potencialidades e procurando aprovação. Afinal o igual poderá entendê-lo melhor.

A crise nas relações heterossexuais, em um constante questionamento do papel da mulher na sociedade de hoje, deixa os homens frágeis diante de seu próprio papel e ele então procura outro homem para entender melhor a si mesmo, dividir problemas, resolver conflitos e aceitar-se.

Envolvimento sexual entre homens

Conversando com alguns destes homens escutamos vários tipos de interesses.

1) Alguns não admitem nenhum tipo de envolvimento emocional, por isso acreditam não ser possível apaixonar-se por outro homem e é por isso que se casam, tem filhos ou mantém namoradas.

2) Alguns relatam que não suportam a ideia de serem passivos, ou mesmo aqueles que até admitem serem passivos na relação pelo prazer anal que possuem, mas que isso não faz deles homossexuais, pois fogem dos estereótipos que eles acreditam que identificam os gays.

3) Outros não admitem beijar outros homens, não admitem fazer sexo oral em outro homem. Gostam de estar com outros homens nus, serem tocados e acariciados por eles, e penetrar, sendo ativos, estes sendo assumidamente homossexuais ou não.

4) Muitos até procuram parceiros que possuem os mesmos interesses que eles, ou que estejam nas mesmas condições sociais (casados, por exemplo) que fogem de qualquer tipo de trejeitos que possa revelar serem gays, pois assim se veem longe de um universo que acreditam não lhes pertencer, apesar de existir o desejo.

5) Outros variam de parceiros constantemente justamente para não terem ‘pegacão no pé’, não correndo o risco de alguns se apaixonarem por eles. Dificilmente vão relatar da possibilidade deles se apaixonarem por outro homem.

Um fator que preocupa é que a princípio relatam o uso de preservativos nas relações, mas se por ventura saem com um parceiro com certa frequência, este método acaba sendo deixado de lado, comprometendo várias coisas.

Enfim, a sempre busca da felicidade e de se conhecer melhor. Podemos dizer que estes homens estão incomodados com o que passa com eles?

Para alguns sim e para muitos não. Afinal ainda estamos em evolução, de sentimentos, de desejos, de tesão e de compreensão do que se passa na cabeça do ser humano.

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Pedro Carlos Cagnazzo
Pedro Carlos Cagnazzo

Atua há mais de 13 anos com terapia em clínica de Disfunções Sexuais. CRP 08/78234. Psicólogo. Terapeuta Sexual. Pós-graduado em Terapia Sexual pelo Instituto Brasileiro de Sexologia e Medicina Psicossomática de São Paulo (ISEXP/SP) e pela Faculdade de Medicina do ABC-São Paulo/SP. Especialista em Sexualidade pela Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH). Especialista em Grupanálise pela Sociedade Brasileira de Grupanálise - São José do rio Preto/SP, Especialista em Psicossomática pela Sociedade Brasileira de Medicina Psicossomática. Professor no curso de Educação Sexual da Universidade Salesiana/ Lapa São Paulo. Professor no curso de Educação Sexual e Sexologia Clinica na FAMERP - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.

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