Algumas pessoas me perguntam o porquê de ter muito mais homossexuais no mundo hoje.

A verdade é, a homossexualidade, bem como a heterossexualidade e a bissexualidade estão aí desde que o mundo é mundo.

Hoje não tem mais nem menos. O que vem acontecendo então?

1. Os homens e as mulheres têm se permitido vivenciar as suas sexualidades.

Sim, já existem pessoas (pais, mães, avós, professores(as)) que educam sexualmente, por uma sexualidade saudável. Sem preconceitos e mitos, de forma a educar pessoas autônomas e responsáveis pela sua vida, incluindo a sexual.

2. O retrato da violência (homofobia/lesbofobia/transfobia).

Na mídia vemos muito notícias sobre a violência contra as pessoas, devido às suas vivências sexuais. Muitas pessoas ainda insistem em violar os direitos humanos. Em usar de violência para lidar com o que não conhecem ou têm medo.

Mas o que é então a orientação afetivo-sexual?

A orientação afetivo-sexual é o direcionamento do desejo afetivo-sexual. A pessoa pode sentir desejo por outra do mesmo sexo (homossexual), por outra do sexo oposto (heterossexual), ou por ambos os sexos (bissexual). Este despertar acontece na puberdade, o início da adolescência.

A orientação heterossexual, por ser a mais recorrente, foi considerada como a “normal”. Logo, as orientações homossexual e bissexual, “desvio”. Mas isto não é verdade. A sexualidade simplesmente é! A diversidade está aí para nos confirmar isto.

Inclusive, existem muitas pesquisas e estudos, dos pontos de vista psicológico, social e biológico, sobre como se constrói a orientação afetivo-sexual. Saiba que nenhuma delas é definitiva.

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O Pansexual

Um termo que muito tem aparecido hoje é o pansexual. Não, o pansexual não é aquele que tem desejo e transa com tudo que se move (árvores, plantas, objetos…).

Na verdade, o pansexual é a pessoa que tem atração por todos os gêneros e independente de gênero.

Se perdeu? Ok, vamos lá!

O pansexual não limita o seu desejo por homem ou mulher, homem e mulher. Seu desejo é plural – homem, mulher, travesti, transgênero, transexual, drag queen homossexual, bissexual, heterossexual.

O que é o Pansexual

A Assexualidade

Outro termo é assexualidade. Não, assexuada não é aquela pessoa frustrada que por uma desilusão não quer se relacionar sexualmente com ninguém. É a pessoa que não tem desejo sexual. Se relaciona afetivamente, mas não tem desejo sexual.

Muito além dos termos, as fronteiras estão se modificando

Lembro que aqui os termos estão separados para sua compreensão. Foi por onde os estudos começaram. Saiba que hoje as fronteiras estão se modificando. Há fluidez.

Este modelo binário, homem/mulher, masculino/feminino, homossexual/heterossexual está acabando. Mas é muito importante, inclusive para respeitar, conhecer!

Fronteiras da homossexualidade

Você pode estar pensando agora em como o mundo na verdade ficou mais complexo. Mas não. Na verdade, está ficando mais democrático.

As pessoas vão poder (estão começando a poder!) a ser quem realmente são. Sem terem que seguir um modelo único, que muitas vezes causa muito sofrimento e muita dificuldade de se encontrar, de ser e de estar no mundo.

Olá! Eu sou o Dr. Bot, um assistente virtual e estou aqui para ajudar a esclarecer suas principais dúvidas!

De maneira anônima, converse com nosso robô que já ajudou milhares de pessoas a melhorar o sexo.

Qual das opções quer saber mais?

Agora, com estas informações, você pode (e deve!):

1. Respeitar! Não é questão de aceitar ou não, mas sim de respeitar. Saber que existem várias formas de ser, estar e sentir e assim dar espaço para o outro ser quem ele/ela é.

2. Educar e se educar! Pessoas sexualmente educadas vivenciam a sua sexualidade de forma mais saudável e assim o ensina às crianças ao seu redor.

Sim, sou “daquelas pessoas” que acredito num mundo melhor. Um lugar onde possamos educar sexualmente nossas crianças e adolescentes, de forma a dar-lhes autonomia e um novo olhar para este mundo.

Por um mundo com mais igualdade e menos violência. Você me acompanha? Vamos fazer um mundo melhor?

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Carolina Freitas
Carolina Freitas

Psicóloga, CRP 09/8329 (Inscrição anterior CRP 01 de 13/03/1998 a 05/12/2012). Psicopedagoga, Sexóloga, Mestre em Psicologia pela Universidade Católica de Brasília, Especialista em Educação Sexual. Terapeuta Sexual pelo Centro de Sexologia de Brasília CESEX, Delegada Estadual - Goiás biênio 2018/2019 da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana SBRASH, Idealizadora e coordenadora o Programa Florescer - Gênero e Sexualidade.

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