“Me transformei da menina medrosa, na mulher que não tem vergonha de nada, no trabalho ou na vida.” É assim que a sexóloga Viviane Ferreira olha para a vida.

Viviane é Sexóloga, membro da Sociedade Brasileira de estudos em Sexualidade Humana, e deficiente físico. Veja o que ela tem a dizer sobre sexualidade de pessoas com deficiência.

A deficiência não interfere no relacionamento afetivo e sexual. Na verdade, existe uma tentativa da quebra desse mito, desse preconceito.

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Grande parte da sociedade acredita que pelo fato da pessoa possuir alguma deficiência, a mesma é incapaz de construir relacionamentos. Mito!

A maioria dos homens se interessam por mulheres com deficiência, contudo, o medo de machucar a “bonequinha de porcelana” ou das repreensões de familiares e amigos, deixam, quem sabe, um grande amor escapar entre os “próprios dedos”.

Estas pessoas estão enganadas e sem conhecimento, pois o preconceito os absorveu. Informações que distorcem toda uma realidade escondida e perdida na sociedade ocorrem o tempo todo.

A questão pode ser solucionada de uma forma tão simples, os rapazes precisam perceber que deficiente não é mais frágil do que a maioria das meninas, tanto no aspecto emocional, quanto no físico e que principalmente com diálogo, descobre-se formas de se realizar relações sexuais. Isso também se dá com relação à mulher e o homem deficiente.

Assim como a crença de que existe a incapacidade de cuidar da casa, família e filhos é infundada.

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Outra questão de desinformação é que mães deficientes não necessariamente terão filhos com alguma malformação. Muitas mulheres são mães e possuem uma gestação normal.

A expectativa de um corpo que não atende aos padrões ditos “normais” punem os deficientes, marginalizando-os e criando o estigma de incapazes, com isso, são excluídos da possibilidade de vivenciar o prazer simplesmente por não se enquadrarem em um modelo socialmente formado.

Contudo, a maneira como cada um se relaciona com estes padrões, normas e valores, ou seja, como expressa a própria sexualidade poderá implicar na adequada prática da sexualidade.

É um fato que a própria deficiência possa acarretar certas limitações, porém, com uma dose de ousadia e de criatividade, nada é impossível, apenas ideias devem ser colocadas em prática, basta se basear em orientações do portador de necessidades especiais. O próprio deficiente também deve deixar o medo de lado e tentar coisas novas que seu parceiro sugerir, assim seguindo em frente, na direção de uma noite prazerosa.

“Há homens que lutam um dia e são bons.
Há outros que lutam um ano e são melhores.
Há os que lutam muitos anos e são muito bons.
Porém, há os que lutam toda a vida.
Esses são os imprescindíveis.”
(Bertolt Brecht)

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Viviane Ferreira

Sexóloga e deficiente físico. Formada em Comunicação Social, Publicidade e Propaganda pela FACHA-Faculdades Integradas Hélio Alonso do Rio de Janeiro/RJ. Estudou Sexualidade Humana na Laureate International Universities/IBMR-RJ.

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