Primeiramente, o que é traição?

A traição é a quebra de um contrato sem o outro saber o que estava acontecendo. É fazer algo fora do que havia sido combinado e sem o outro aprovar.

Na questão afetiva/sexual para algumas pessoas só é considerada traição quando há relação sexual.

Para outras pessoas, um flerte ou uma troca de mensagens podem já ser consideradas traição.

A traição pode acontecer em outros tipos de relação, como nas amizades ou entre colegas de trabalho.

Nem sempre a traição é somente envolvendo a questão amorosa/sexual. Cada caso é um caso, com suas dinâmicas e peculiaridades.

O fato é que a traição é um evento que pode gerar sofrimento e angústia, especialmente quando não há um enfrentamento saudável após o ocorrido.

Leia também:

3 questões chave para superar a traição

São muitos pontos que devem ser cuidados para superar.

Mas deixo aqui para você somente 3 dos primeiros pontos. Para você perceber que tem questões chaves para cuidar, se quiser superar uma traição.

1) O sentimento que fica após a traição

Qual o sentimento que você ainda tem? O que sente ainda?

Avalie o sentimento que ficou após a traição. O que você sente depois do ocorrido?

Qualquer decisão tomada também deve ser baseada no que você sente pela que pessoa que lhe traiu.

Avalie a mudança, ou a não mudança no sentimento, que existia até então.

Mulher séria olhando para a câmera

2) Perdoar o não perdoar

O quanto você que sofreu a traição, está disposta(o) a retomar sua vida de forma leve e sem ressentimentos?

Ressentimentos contribuem para deixar você doente, para desequilibrar até o organismo físico.

Se tiver com ressentimentos aí, é importante elaborar o quanto antes. Isso deve ser sempre considerado.

Há quem consiga retomar o relacionamento e quem terá dificuldade para levar a vida sem ressentimentos.

Se ressentimentos estiverem existindo e sozinha está difícil elaborar, peça ajuda a pessoas treinadas para lhe ajudar.

3) Manter ou não o relacionamento

O desejo de continuar com quem lhe traiu após a traição, é um terceiro ponto a ser considerado.

Continuar ou não, depende de uma série de outros fatores:

  • E se ele ou ela fizer de novo?
  • Quais os motivos que levaram o outro a trair?
  • O quanto o outro se demonstra interessado em mudar “na real” seu comportamento? etc.).

Perdoar, amar e manter o relacionamento podem não andar juntos!

Há quem perdoa mas decide não manter o relacionamento.

  • Você pode perdoar a pessoa que lhe traiu, e o sentimento por ela, ter mudado depois do que aconteceu.

Ou o oposto também pode acontecer,

  • Você pode não perdoar, e ainda continuar amando quem lhe traiu.

Continuar junto ou não? Saiba que é super possível, amar, perdoar e mesmo assim decidir não manter o relacionamento.

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Escolha ser feliz!

No final das contas isso é o que vai ser importante.

Em todas as opções existentes, levar em conta a felicidade é o primordial.

Querendo ficar ou não no relacionamento, sentindo ou não o desejo de continuar tentando fazer dar certo e até extrair o que pode haver de aprendizado após a traição… “a escolha de ser feliz deve ser o ponto chave.”

E aí, PERDOAR é o caminho mais viável para preservar a saúde mental após a traição.

Mas perdoar é continuar se relacionando com quem lhe traiu?

Não.

Nem sempre perdoar está ligado a continuar mantendo o relacionamento.

Você pode perdoar e ficar junto, mas também você pode perdoar e optar terminar.

Perdoar não é esquecer ou declarar que o que o outro fez não te causou danos.

“Perdoar é deixar para trás, não colocar mais foco na traição, liberar o outro e a si do erro cometido.

Não permitir que a traição mande na sua vida, nem permitir que o ocorrido tire a sua felicidade.”

Imagine:

Perdoar é como perder uma dívida. Alguém está te devendo e você acha que deveria cobrar, mas resolve perder essa dívida, deixar pra lá, para seguir em frente sem o peso de precisar relembrar uma dívida que não pode ser paga.

Mesmo assim, saiba: Perder é muito difícil

E talvez esse seja o motivo pelo qual perdoar seja tão difícil, pois ninguém gosta de perder.

Às vezes até vale você avaliar, será que foi uma perda mesmo? Às vezes a gente acha que é perder e no fundo foi um ganho para sua vida tudo o que ocorreu.

Depende de como você vai lidar com a situação.

Flor dente de leão

Mas ao mesmo tempo, é importante compreender que perdoar é uma DECISÃO. Você pode escolher o perdão e trabalhar nele para poder ser feliz.

Vale a pena perdoar!

Perdoar, independente de ficar ou não na relação, independente de continuar ou não no relacionamento, é um ato de libertação que só faz bem para todo mundo.

O perdão é construído. Nem sempre o perdão acontece na hora, mas é extremamente importante para que você possa viver uma vida leve, sem peso.

Apesar do que te aconteceu, ainda assim você pode ter uma vida tranquila e feliz. Uma vida que valha a pena ser vivida.

Junto ou separado, o perdão aí dentro de você tende a ser libertador.

Junto ou separado, continuando no relacionamento ou não mais, cuide de você em primeiro lugar.

Ajuste o que ficou desajustado com a traição, se não, as maiores consequências recairão sobre você mesma(o).

Cuide de você em primeiro lugar. Qualquer coisa estamos aqui.

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Desiree Correia Carneiro

Psicóloga com 7 anos de experiência. Experiência em atendimento individual e em grupo a crianças, adolescentes e adultos; terapia familiar e de casais; Orientação Vocacional e Orientação Profissional. Prática em Psicologia do Esporte em modalidades diversas no Alto Rendimento.

Possui experiência na realização de Palestras em desenvolvimento pessoal e profissional em escolas e empresas. É especialista em Psicologia do Esporte, pós graduada em Técnicas e Recursos na Psicoterapia, é pós graduanda em Psicoterapias Cognitivo Comportamentais de Terceira Geração e dispõe de curso em Psicologia Cognitivo-Comportamental.

Apresenta cursos e capacitações em: Análise do comportamento verbal na terapia Analítico-Comportamental de adultos, Estratégias Analítico-comportamentais para trabalhar com luto, Desenvolvimento infantil, Recursos lúdicos para Psicoterapia infantil, Bases neurocomportamentais dos sentimentos.

Participação e apresentações de trabalhos em Congressos e Mostras Nacionais em Psicologia. CRP-12/12525.

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