Você alguma vez já recusou o beijo do seu parceiro só porque ele havia acabado de lhe estimular com sexo oral?

Bom, se você tem algum problema vaginal, como coceira, corrimento ou uma ferida, e não contou ao rapaz, sua repulsa tem fundamento.

Mas muita gente não beija mesmo porque tem nojo e essa alegação é muito mais comum do que se imagina.

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“A repressão sexual faz com que as pessoas não gostem dos seus genitais, secreções e odores característicos”, comenta o sexólogo João Luis Borzino.

Prova disto está aí nas propagandas de sabonetes íntimos, desodorantes e até mesmo absorventes de uso diário. Tudo isso pode gerar problemas de saúde.

Olá! Eu sou o Dr. Bot, um assistente virtual e estou aqui para ajudar a esclarecer suas principais dúvidas!

De maneira anônima, converse com nosso robô que já ajudou milhares de pessoas a melhorar o sexo.

Qual das opções quer saber mais?

Borzino esclarece que, assim como o pênis, a vagina tem um corrimento fisiológico, um cheiro e sabor específicos que são tidos como nojentos.

“As pessoas acabam por ter repugnância de uma parte muito importante do estímulo sexual que são os odores, carregados também de feromônios (substâncias químicas que transmitem excitação). Quem sente nojo de ser beijado depois de receber sexo oral tem, na verdade, nojo de si mesmo e do parceiro”.

Esse bloqueio acaba comprometendo a vida sexual do casal. Sem contar que essas questões também são culturais. O sexo é visto como algo errado e libidinoso.

“Pergunte para uma mulher se ela já colocou o dedo dentro de sua vagina e você verá a reação. A vagina é tida com uma região que precisa ser esterilizada! Isso é um absurdo”, lamenta o sexólogo.

A geração atual que já pratica o sexo pode inverter a situação conversando com especialistas, buscando informações sobre o assunto e debatendo seus medos e incertezas com o parceiro.

E a mudança das próximas gerações deve começar com as mães.

“Elas serão as principais responsáveis em passar uma imagem de naturalidade em relação ao corpo e suas mudanças”, pensa Dr. Borzino.

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João Luis Borzino
João Luis Borzino

Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos (Centro Univeritário Lusiada/SP), com especialização em Sexualidade Humana. Terapeuta Sexual pelo Instituto Brasileiro de Sexologia e Medicina Psicossomática de São Paulo (ISEXP/SP). Há mais de 12 anos atua como terapeuta sexual, atendendo a casais e indivíduos com disfunções e distúrbios sexuais de fundo psicoemocional e clínico. Além de assinar a coluna “Sexo sem Vergonha” na TV UOL, é uma das mais requisitadas e confiáveis fontes de informação da imprensa nacional e internacional sobre sexo e seus distúrbios. (CRM/SP 104865).

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