Demorar muito para chegar ao orgasmo ou não chegar ao ápice sexual podem indicar problemas.

Para muitos homens, a dificuldade em atingir o orgasmo pode ser vergonhosa, porém o que muitos ignoram é que este pode ser um sinal de problemas físicos e até mesmo psicológicos.

De acordo com pesquisas, cerca de 5% dos homens brasileiros já sofreram com ejaculação retardada.

Mas para o urologista Dr. Vitor Buonfiglio – este número pode ser ainda maior, uma vez que, o homem ainda demora a procurar um médico.

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Causas da ejaculação retardada

De acordo com o especialista, o orgasmo depende de dois fatores:

  1. anatômicos, como estímulo físico e sensibilidade local,
  2. e fatores neuropsicológicos positivos, como excitação, desejo, prazer e fantasia, ou negativos, como ansiedade, depressão, culpa e medo.

Para Vitor, é preciso analisar a frequência do problema. “A dificuldade em ejacular depois de um dia estressante no trabalho ou durante a semana de provas na faculdade é absolutamente normal, porém é preciso ficar atento caso este problema se torne constante”, pontua.

A parceira tem um papel fundamental diante deste problema. Segundo o especialista, em parceiros que estão com a saúde em dia o tempo do orgasmo é influenciado pela parceira, mas quando existe a “ejaculação retardada”, a parceira não interfere fisicamente, mas o apoio e a compreensão são essenciais para a melhora do quadro clínico.

É importante lembrar que quando falamos de transtornos psicológicos também nos referimos a outras questões como problemas familiares e religiosos, por exemplo.

Por isso, a visita ao urologista é essencial. A partir da analise do problema, o paciente será encaminhado para um psicoterapeuta que fará um tratamento paralelo.

“A psicoterapia sexual ainda é o modo mais efetivo para tratar disfunções dessa natureza”, afirma Vitor Buonfiglio.

Ejaculação Retardada de causa psicológica

Causas psicológicas da Ejaculação Retardada

Para o Psicólogo Terapeuta Sexual Martinus Koepsel, esta dificuldade trata-se de uma disfunção sexual chamada de Transtorno do Orgasmo Masculino (TOM).

Este problema se caracteriza pela dificuldade persistente de se obter a ejaculação num tempo considerado satisfatório ou, simplesmente, não obtê-la.

Observa-se nesses casos que a capacidade de sustentar a ereção durante muito tempo é preservada e, por isso, esses homens podem se manter longamente envolvidos numa atividade sexual.

Fato que pode ser interpretado como bom, se não fosse à dificuldade em chegar ao clímax sexual.

Assim, o que deveria ser agradável pode se tornar a atividade sexual desgastante e cansativa; tanto para o homem que se cobra a ejaculação, quanto para mulher, que pode se sentir responsável pelo problema.

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Consequências

A pior consequência do transtorno pode, então, ser a deterioração do relacionamento conjugal (se o homem estiver vivendo um relacionamento), prejuízo nas interações sociais, ansiedade e depressão.

Um homem solteiro, por exemplo, pode não desenvolver relacionamentos íntimos e duradouros em função do seu problema.

No entanto, a ejaculação pode acontecer mais naturalmente como consequência da masturbação, tanto sozinho quanto acompanhado, e durante poluções noturnas.

Ou seja, a característica essencial do transtorno é a dificuldade em se chegar ao orgasmo no ato sexual e, de forma mais comum, com a penetração.

Fatores relacionados

Dentre alguns dos fatores relacionados estão:

  • dificuldades na comunicação e interação precária entre casal,
  • pensamentos disfuncionais,
  • um histórico de aprendizagem sexual deficitário e etc.
  • O uso frequente de alguns medicamentos, cirurgias (especialmente, urológicas e neurológicas), cardiopatias, doenças vasculares e diabetes, podem estar associados ao problema também.

Mas não é prudente considerar como a causa única do transtorno algum problema de saúde. O fator psicológico é fundamental!

É recorrente que homens saudáveis que apresentam o problema acreditem que sua condição está relacionada a alguma doença.

Com essa preocupação, buscam intensamente por um medicamento que lhes traga à solução do problema.

No entanto, se houver a presença de um problema de saúde, este deve ser tratado imediatamente, pois pode influir na ocorrência da queixa e no bem estar geral do sujeito.

Por exemplo, tratar da diabetes é muito importante, trará disposição e saúde para o indivíduo, mas não irá sanar o transtorno relacionado ao orgasmo se dentre as suas causas encontrarmos fatores psicológicos.

A psicoterapia sexual ainda é o modo mais efetivo de tratamento referente às disfunções sexuais dessa natureza.

A combinação entre o tratamento medicamentoso, quando necessário, e psicoterápico, principalmente, é o que tem demonstrado os melhores resultados.

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Vitor Buonfiglio
Vitor Buonfiglio

Graduado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo. CRM 128979. Realizou Residência Médica em Cirurgia Geral e Urologia e atuou como preceptor dos residentes de Urologia também na Universidade Federal de São Paulo. Título de especialista pela Sociedade Brasileira de Urologia em 2014. Atualmente participa do grupo de Uro-Oncologia da UNIFESP e é membro da equipe de Urologia da UNIX.

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