A gente vive lendo e ouvindo coisas sobre o prazer feminino, não é? Coisas tipo, ah mulher gosta de ser tocada ali, mulher curte que pegue acolá.

E aí vai ficando tudo bem generalizado, como se todas sentissem prazer com os mesmos estímulos, como se existisse um manual e alguém tivesse descoberto.

Mas a grande verdade é que existem muitas mulheres se boicotando tentando encaixar-se na maioria, seguindo os passos dessas receitas prontas.

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Quando converso com as que eu atendo percebo que estão perdidas porque dão ouvidos a tudo que vem de fora.

Elas chegam dizendo que sabem que tal lugar do corpo proporciona prazer. Até aí tudo bem, o problema começa quando eu pergunto como descobriram isso e se realmente EXPERIENCIAM isso.

As respostas vêm sendo similares: “ah, eu li isso!” Ou: “nossa, todas as minhas amigas gostam.” E a experiência? As respostas seguem essa linha: “Ah, não sei se eu gosto… na verdade nunca fiz, ou nunca pensei sobre isso.” Pronto.

Descobrimos o ponto onde tudo começa. Como vou comunicar como gosto de ser tocada se eu não sei responder nem em meus mais secretos pensamentos?

Às vezes porque me sinto envergonhada, às vezes porque acho que é um jeito estranho de sentir prazer, ou então porque não escuto ninguém dizer que gosta.

Olá! Eu sou o Dr. Bot, um assistente virtual e estou aqui para ajudar a esclarecer suas principais dúvidas!

De maneira anônima, converse com nosso robô que já ajudou milhares de pessoas a melhorar o sexo.

Qual das opções quer saber mais?

O ponto de partida é entender do seu próprio desejo e de suas motivações na cama. Se você já entende tudo isso, se você percebeu que é bem mais legal sentir prazer respeitando o seu jeito original já está bem adiantada.

Mas aí fica meio sem saber como falar e pensa: Será que se fala dessas coisas? Será que só puxo a mão dele? Porque não falo, tenho vergonha? Um auto questionamento em relação a isso é crucial.

Bom, nem tudo que se comunica é comunicado verbalmente. A gente pode comunicar com o corpo, com o movimento, com o olhar… Só você que vive seu próprio relacionamento é que pode descobrir que jeito é o melhor.

Existem casais mais verbais e outros que preferem olhares e toques, você precisa identificar de que forma faz mais sentido para vocês.

Mas algumas dicas vão bem para um ensaio de comunicação.

Você não precisa marcar uma conversa para falar sobre isso, escolha momentos mais próximos do ato sexual, durante as preliminares, por exemplo, você pode guiar seu parceiro, segurando a mão dele, ou qualquer outra parte do corpo dele que você deseja.

Ao mesmo tempo em que faz o movimento físico pode falar frases curtas, do seu jeito, comunicando o que quer que ele faça. Se não conseguiu comunicar durante o encontro sexual pode falar depois, enquanto descansam abraçados.

Um jeito legal de falar o que quer que melhore é começar elogiando algo que já está bacana.

Se você adora o beijo dele você pode dizer: o seu beijo é uma delícia, eu adoro exatamente como é, mas quando a gente ficar juntinho de novo eu vou te mostrar uma coisa que eu ando querendo muito que seja de tal forma. Isto é somente um exemplo.

Não tem receita! Não nos esqueçamos disso! Não posso escrever nada que se pareça com um manual, porque bem ali em cima eu disse que os manuais não servem pra máquina humana, só pra máquina inanimada.

Comunicar isso tudo pode parecer extremamente difícil, mas quanto mais você praticar mais vai dominar essa arte. Não é diferente de fazer qualquer coisa nova.

Estamos lidando com desafios desde que nascemos. A gente não lembra, mas pra andar foi necessário um baita esforço, pra ler, escrever, andar de bike, dirigir. Parecia tão difícil… E hoje é automático, é mais ou menos assim.

A prática leva a gente para uma grande habilidade em qualquer coisa que queiramos fazer. Leva a perfeição, não era isso que dizia um ditado? A gente nem pensa nisso, porque isso aí nem existe.

Vamos lá, com uma dose de esforço e bastante realidade, comunicar ao nosso homem em qual lugarzinho (ou lugarzinhos) se encontra nosso céu cheio de estrelas.

Leia aqui a Parte 1.

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Ana Luiza Costa
Ana Luiza Costa

Ana Luiza é Psicóloga (CRP 08100/87). Especialista em Sexualidade Humana pela Universidade Federal de São Paulo USP/SP. Terapeuta Sexual, Formada em Terapia de Casal pelo Instituto de Terapia e Centros de Estudos da Família INTERCEF/PR. Mais de 12 anos de experiência clínica no tratamento das principais disfunções sexuais.

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