Assim como qualquer área do corpo e qualquer órgão é vulnerável a doenças, os órgãos genitais também estão.

Nos homens doenças podem acometer o pênis. Saiba quais são as 5 doenças no pênis mais frequentes, e se você apresentar algo parecido, desde já lhe incentivo a buscar tratamento, o quanto antes.

Curvatura do pênis ou Doença de Peyronie

É uma curvatura no pênis que acontece no momento da ereção do pênis, sendo percebido muitas vezes durante o ato sexual, masturbação ou em outros momentos de ereção.

Às vezes pode atingir a curvatura de até 90 graus para qualquer direção, ou seja, para cima, para baixo ou para os lados, podendo estar associada ou não à dor.

O que acontece é que esta situação pode dificultar ou até mesmo impossibilitar a relação sexual.

Cerca de 10% dos homens desenvolverão a doença durante a vida.

Existe uma área de fibrose conhecida como placa, pode variar de firmeza e por vezes torna-se calcificada, que deixa o pênis torto.

A causa da doença de Peyronie ainda é desconhecida.

Doenças no pênis, Doença de Peyronie

O médico faz o diagnóstico, baseado no que o paciente conta e pelo exame físico, onde as vezes palpa no pênis placas fibrosa e/ou tortuosidades.

Tratamento:

Vários tratamentos com comprimidos, injeções, vitaminas e até o tratamento com ondas de choque foram relatados, mas com poucos benefícios ao paciente.

A cirurgia pode ser indicada quando a curvatura está presente há mais de 12 meses e tiver um ângulo que cause dor durante o ato sexual.

Leia também: Pênis torto é normal? Veja o que diz um especialista

Fimose

É a situação quando o indivíduo não consegue “abrir” o pênis, ou seja, quando não consegue puxar a pele que cobre a cabeça do pênis, chamada de prepúcio, para trás.

Essa condição as vezes acarreta vários problemas, como dor durante a ereção, dor durante a masturbação e até dor durante o ato sexual.

Doença no pênis, Fimose

Esta dificuldade de puxar a pele, gera a dificuldade de higiene no local propiciando um acúmulo de esmegma (que é uma substância branca e pastosa que se encontra entre a glande e a pele que cobre a glande), e que pode levar inclusive ao desenvolvimento de câncer no pênis, além de propiciar maior incidência de infecções nesse local.

Tratamento:

O tratamento pode ser cirúrgico, também conhecida como postectomia ou circuncisão, onde remove-se a pele que envolve a glande, deixando a glande exposta.

A cirurgia é feita rotineiramente por algumas religiões (judeus e muçulmanos).

Em recém-nascidos a cirurgia tem como finalidade prevenir câncer, doenças sexualmente transmissíveis, infecção urinária e balanopostite.

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Balanopostite

A balanite é uma inflamação da mucosa (que é uma membrana, neste caso da cabeça do pênis);

mas quando a inflamação acomete também a parte interna da pele da cabeça do pênis, o prepúcio, aí se chama de balanopostite.

Esta é a inflamação mais comum que acontece no pênis.

Sua principal causa é uma infecção por um fungo, chamado de candida albicans.

A balanopostite não é considerada uma doença sexualmente transmissível, pois ela pode aparecer sem contato sexual (penetração), embora o casal possa compartilhar a cândida durante o ato sexual.

Em caso de balanopostite, é muito comum o homem apresentar vermelhidão e coceira na cabeça do pênis.

Doença no pênis, balanopostite
Foto de urolife.com.br

Tratamento:

O tratamento da balanopostite é baseado na aplicação de cremes tópicos, que significa cremes para passar no local onde encontra-se o problema, juntamente com uso de medicação via oral.

Às vezes, em casos de inflamações, com muita frequência ou recorrentes, a cirurgia de postectomia, que é a retirada da pele da glande, é o tratamento mais indicado.

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Câncer de pênis

O câncer de pênis é uma doença pouco comum e está relacionada diretamente com fatores culturais, socioeconômicos e regionais.

O norte e o nordeste do Brasil apresentam 5 vezes mais casos de câncer de pênis, quando comparados com as regiões sul e sudeste.

É mais comum o câncer aparecer em forma de uma ferida, úlcera ou uma lesão vegetante, pouco dolorosa, localizada na pele da cabeça pênis ou também na glande.

Os fatores de risco para o aparecimento do câncer de pênis são:

  • Falta de higiene,
  • Presença de fimose e DST principalmente o HPV .

Estes fatores são importantes, mas a falta de higiene constitui o principal fator.

Pelo fato do tumor ser de crescimento demorado é comum os homens procurarem assistência médica, vários meses após o início da doença.

Tratamento:

O tratamento para o câncer de pênis vai depender da localização da lesão.

Pode variar desde a crioterapia local (que é a destruição do tumor por congelação) em casos iniciais, até a amputação (que é a retirada cirúrgica) parcial ou total do pênis.

Água e sabão ainda é a melhor prevenção, principalmente após relações sexuais e inclusive a masturbação.

Disfunção Erétil

Disfunção erétil, também chamada em várias ocasiões de Impotência sexual é a incapacidade de alcançar ou manter uma ereção suficiente e estável para ter relações sexuais.

A disfunção erétil aumenta com a idade; ou seja, quanto mais idoso o homem, mais presente ela vai estar.

Em torno de 5% dos homens até 40 anos e entre 15% e 30 % dos homens com mais de 65 anos sofrem desse problema.

Os motivos para esse problema são vários, desde causas psicológicas que são as maiores causadoras dos casos de disfunção erétil até os 50 anos de idade, ou complicações causadas por tratamento médico (uso de determinados medicamentos ou cirurgias, por exemplo), até doenças metabólicas, cardiovasculares, neurológicas e endocrinológicas.

Fatores diversos como: tabagismo, alcoolismo, vida sedentária e obesidade também influenciam para o aparecimento da disfunção erétil.

Tratamento:

É fundamental a avaliação do urologista para definir o melhor e o mais apropriado tratamento, para cada paciente.

O tratamento pode ser através de psicoterapia, medicamentos via oral, auto-injeção no pênis, até cirurgia para implante de prótese peniana.

Muitas vezes é preciso ter coragem para procurar auxílio especializado. A vergonha ainda é a maior barreira e aparece com grande frequência sendo a principal inimiga para se conseguir um tratamento adequado.

Vale ressaltar que para todos estes problemas existe tratamento e, na grande maioria deles, existe solução.

Se você apresentar algum destes sintomas, de qualquer uma destas doenças, não faça o diagnóstico sozinho, busque um médico o mais pronto possível. Se você desejar, estamos para lhe ajudar.

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Douglas Mauricio Spies
Douglas Mauricio Spies

Médico pela Universidade Federal Santa Catarina (UFSC), Florianópolis/SC. CRM/SC 4528. Residência médica em Cirurgia Geral e Urologia no Hospital Governador Celso Ramos, Florianópolis. Especialista em Urologia pela Associação Médica Brasiliera (AMB)/Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

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