Há muito tempo vem se discutindo sobre as drogas e seus efeitos afrodisíacos.

O consumo de drogas acarreta uma liberação de hormônios que estimulam o prazer como: dopamina, serotonina e noradrenalina.

Esta liberação, atrelada ao ato sexual, desperta a curiosidade das pessoas em potencializar o prazer.

Porém o que muitas pessoas não sabem é que estas substâncias podem interferir negativamente na sexualidade, ocasionando desta forma um efeito contrário ao desejado.

Álcool

O álcool, por exemplo, é a droga que possui estudos mais concretos e reconhecidos quanto à sua influência no comportamento sexual.

Em usuários crônicos de álcool do sexo masculino observa-se uma piora na ereção, redução dos níveis de testosterona, redução no número de espermatozoides e piora nos testes de desempenho sexual.

Nas mulheres que ingerem uma grande quantidade de álcool aponta-se uma grande dificuldade em atingir o orgasmo.

Cocaína

A cocaína é sem dúvida uma droga muito associada ao prazer sexual. Seu uso crônico pode acarretar em usuários homens uma dificuldade em manter a ereção e problemas na ejaculação podendo ser precoce ou tardia.

Crack

Já em usuários de crack observa-se uma redução da libido, ou seja, do desejo sexual. O aumento da atividade sexual associado ao uso de crack está provavelmente ligado ao alto índice de prostituição destes usuários e não ao aumento do prazer sexual.

Maconha

Outra droga muito lembrada neste contexto é a maconha. Provavelmente associada ao prazer sexual devido ao aguçamento dos sentidos, tornando por vezes o usuário em questão mais sensível ao ato sexual.

No entanto, cronicamente, seu uso pode prejudicar o sistema reprodutor reduzindo os níveis de testosterona e outros hormônios.

Ecstasy

Por fim, não poderia deixar de citar o ecstasy, considerado a “droga do amor”. Embora possua impacto direto sobre a sexualidade e o desejo sexual, em doses elevadas pode reduzir o desejo e aumentar a dificuldade em alcançar o orgasmo.

Conclusão

Observa-se que o álcool e outras drogas possuem grande impacto na vida sexual de homens e mulheres.

Em doses elevadas e em uso contínuo de substâncias psicoativas o que se pode perceber não é apenas um efeito disfuncional na função sexual dos indivíduos, mas também um alto índice de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis frequentemente associado ao sexo desprotegido.

Isto ocorre porque estas substâncias reduzem o “senso de risco” das pessoas, tornando-as mais vulneráveis à situações perigosas.

Portanto, faz-se pertinente repensar a questão sexual de um ponto de vista saudável, prazeroso e do que realmente entendemos por qualidade nas relações sexuais.

Leia também:

Fontes:

  1. International Society for Sexual Medicine: https://www.issm.info/sexual-health-qa/can-marijuana-affect-a-mans-sexual-function/

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Heloísa Barroso
Heloísa Barroso

Psicóloga. Especialista em Dependência Química pela Faculdade de Administração, Ciências, Educação e Letras-Facel. CRP-SC - 12/11342.

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