Acaba de ser autorizado a comercialização do remédio que promete aumentar o desejo sexual feminino. Também chamado (erradamente) de “viagra feminino”, o Addyi atua de forma diferente do Viagra. Veja abaixo como ele age no organismo.

A Psicóloga Terapeuta Sexual Carolina Freitas explica como funciona a Pílula Rosa.

Com a aprovação do “viagra feminino”, vemos entrar em discussão, mais uma vez, algumas questões sobre a sexualidade feminina. Vamos então entender o Addyi, também conhecido como a pílula rosa.

Addyi - A pílula rosa
Addyi – A pílula rosa

Como ela age no organismo?

Carolina Freitas | O “viagra feminino” atua na primeira fase do ciclo da resposta sexual humana, o desejo. A medicação altera a química do cérebro. De maneira simples, “mexe” nas substâncias químicas essenciais do cérebro, aumenta a dopamina e a norepinefrina e diminui a serotonina, com a finalidade de despertar a libido, o desejo sexual. Seu uso deve ser diário.

Já o “viagra masculino” atua na segunda fase do ciclo da resposta sexual humana, a excitação. A medicação altera o fluxo sanguíneo nos órgãos genitais, com a finalidade de ter e manter a ereção. Seu uso é situacional.

Leia também: Por que homens às vezes não têm desejo sexual? 6 razões da falta de desejo sexual masculino

De que “é feito” o Desejo Sexual feminino?

Carolina Freitas | Como estamos então falando em desejo é importante deixar claro que desejo sexual não é apenas feito de substâncias, não é genital exclusivamente. Ele é subjetivo, inclui sensações, emoções, relacionamentos, interações e motivação.

O bom disso tudo é a visibilidade dada à sexualidade feminina, principalmente ao desejo sexual feminino. Pois, de nada adianta pensar em prazer, em orgasmo se não tiver o desejo. E sim, tem como ajudar a mulher (e o homem também) a desenvolver seu desejo sexual, se quiser.

O receio é mais uma vez a mulher colocar a sua vida sexual nas mãos de terceiros – do homem, da taça de vinho, do chopp, da medicação. Mulher, a responsabilidade pelo seu desejo sexual é sua!

Como aumentar o desejo feminino?

Carolina Freitas | Para tanto, permita-se ser um ser sexual. Saiba que o sexo faz parte da vida. É prazer, é comunicação. Quer se sentir mais segura e mais confiante e confortável com a sua vida sexual, busque sua autonomia e seu bem-estar. Se a medicação for realmente necessária ela será bem vinda e prescrita.

Por fim, o tratamento da disfunção do desejo sexual, bem como de qualquer outra disfunção sexual, não se resume à medicação. Existem estratégias de tratamento, que são individuais, que te ajudarão a ter uma vida sexual saudável.

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Carolina Freitas
Carolina Freitas

Psicóloga, CRP 09/8329 (Inscrição anterior CRP 01 de 13/03/1998 a 05/12/2012). Psicopedagoga, Sexóloga, Mestre em Psicologia pela Universidade Católica de Brasília, Especialista em Educação Sexual. Terapeuta Sexual pelo Centro de Sexologia de Brasília CESEX, Delegada Estadual - Goiás biênio 2018/2019 da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana SBRASH, Idealizadora e coordenadora o Programa Florescer - Gênero e Sexualidade.

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