Vaginismo é a contração involuntária dos músculos próximos à vagina, que dificulta ou até mesmo impede a penetração do pênis na relação sexual.

Uma disfunção sexual de causa psicológica, geralmente associada à ansiedade e ao medo.

As mulheres vagínicas costumam demorar muito tempo para procurar ajuda profissional e com isso acumulam frustrações, sofrimentos, solidão.

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Então, conheça sobre esta disfunção sexual e caso você se identifique ou a sua parceira, procure ajuda especializada.

Assim, as restrições sexuais, que se ampliam para as outras áreas da sua vida podem ser revertidas em novas emoções e vivencias positivas.

Dito isso, vamos lá!

O que é o Vaginismo?

O Vaginismo é uma disfunção sexual feminina.

Consiste na contração involuntária dos músculos próximos à vagina (o terço externo), que dificulta ou até mesmo impede a penetração do pênis na relação sexual e até mesmo introdução do dedo ou qualquer outro objeto.

A mulher vagínica pode muito bem ter boa lubrificação, mas não consegue relaxar para a penetração acontecer. Pode também ter orgasmos.

É uma disfunção sexual de causa psicológica, geralmente associada à ansiedade e ao medo. Acarreta dificuldade na relação interpessoal e sofrimento individual.

O vaginismo divide-se em subtipos, pode ser primário ou secundário e situacional ou generalizado.

Subtipos de vaginismo

1) Primário

O vaginismo primário é quando a mulher tem a dificuldade de ser penetrada desde o início da sua vida sexual.

2) Secundário

No secundário a mulher já conseguiu ter relações sexuais com penetração e sem dor, mas por alguma situação traumática não consegue mais.

3) Situacional

Já o vaginismo situacional pode acontecer em determinadas situações, como um ambiente diferente, um parceiro específico, um exame ginecológico ou uma avaliação fisioterapêutica.

4) Generalizado

E, no generalizado ocorre em qualquer situação, como em qualquer tentativa de penetração sexual e exame físico.

Diagnóstico do Vaginismo

Causas do vaginismo

A educação sexual repressora, valores religiosos rígidos, traumas sexuais, dores decorrentes de patologias pélvicas, mulheres homossexuais tentando praticar sexo heterossexual por medo de vivenciar a sua homossexualidade, sofrimento por abortos sofridos, dentre outros, são algumas causas que podem contribuir para se ter o vaginismo.

É uma dificuldade da mulher vagínica a de viver a sua sexualidade plenamente.

Então ela muitas vezes tem dificuldades de fazer trocas na vida como um todo, não sabe doar-se sem receber. Usa da arrogância para se afastar de relacionamentos interpessoais.

Ou ainda tem resistência de ser “penetrada” em sua individualidade, que o outro a descubra e não goste dela.

Outras se recusam a se tornarem adultas e terem responsabilidades, sendo a relação sexual uma forma de entrar no mundo adulto.

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Diagnóstico

É importante diferenciar o vaginismo da dispareunia. Pois, há muita confusão entre as duas disfunções.

Saiba que na Dispareunia não existe a dificuldade na penetração. O que ocorre são dores persistente e recorrente durante a relação sexual. Pode ser de causas orgânicas ou psicológicas.

No caso do vaginismo, para se ter um bom diagnóstico deve ser feito um exame pélvico, com uma(um) ginecologista.

E, para uma boa saúde sexual é importante também fazer uma avaliação psicológica, de forma a compreender as suas emoções, a sua relação com o mundo e o seu desenvolvimento sexual.

Uma(um) boa(bom) terapeuta sexual pode te ajudar.

Tratamento para o vaginismo

Tratamento para o Vaginismo

A boa notícia é que sim existe tratamento para o vaginismo! E deve incluir uma abordagem multidisciplinar (psicólogos, ginecologistas e fisioterapeutas, com especialização em sexualidade humana).

Como a dor é um sintoma não existe medicamentos nem cirurgias para seu tratamento. Assim, calmantes e cremes são ineficazes.

O objetivo do tratamento é reduzir a ansiedade associada à penetração e a mulher (o casal) ter uma vida sexual plena e saudável.

Para tanto, é importante além de trabalhar o controle dos músculos com exercícios de contração e relaxamento dos músculos do assoalho pélvico, a verificação da história sexual, dos medos e ansiedades para identificar as dificuldades psicológicas, traumas e inseguranças que estão impedindo essa mulher de vivenciar de forma plena a sua sexualidade.

Por fim, fique atenta aos possíveis sinais e sintomas do seu corpo. Caso você apresente algum desses sintomas ou já tenha sido diagnosticada com vaginismo procure um(a) especialista em sexualidade humana.

Assim, você poderá diminuir a tensão nas suas relações sexuais, melhorar sua saúde sexual e ter atividades sexuais com qualidade.

Fontes:

  1. International Society for Sexual Medicine: https://www.issm.info/sexual-health-qa/what-is-vaginismus/

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Carolina Freitas
Carolina Freitas

Psicóloga, CRP 09/8329 (Inscrição anterior CRP 01 de 13/03/1998 a 05/12/2012). Psicopedagoga, Sexóloga, Mestre em Psicologia pela Universidade Católica de Brasília, Especialista em Educação Sexual. Terapeuta Sexual pelo Centro de Sexologia de Brasília CESEX, Delegada Estadual - Goiás biênio 2018/2019 da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana SBRASH, Idealizadora e coordenadora o Programa Florescer - Gênero e Sexualidade.

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