Um transtorno pouco conhecido, que provoca fortes dores na região genital da mulher e pode virar um grande transtorno na vida de um casal, isso é a Vulvodínia.

Estima-se que aproximadamente 15% das mulheres sofram com este tipo de incômodo, mas o sofrimento pode ir além da dor física, gerando problemas no relacionamento e a falta de desejo sexual na mulher.

A falta de informação sobre o assunto ainda é grande, mas para as que sofrem com a Vulvodínia é importante saber que existe tratamento.

Existem outras disfunções sexuais que causam dor no sexo, mas falaremos aqui sobre a Vulvodínia.

Sintomas da Vulvodínia

Caracterizada pela dor na vagina da mulher, mas especificamente na vulva, a Vulvodínia quase sempre está relacionada com uma queimação ou dor durante o sexo ou no simples toque na região.

O transtorno é classificado em dois tipos: localizada e generalizada, que se subdividem em espontânea, provocada e mista.

Entre os tipos mais comuns estão:

  1. Vulvodínia generalizada espontânea, onde a mulher se queixa de queimação constante da vulva;
  2. Vulvodínia localizada provocada, onde a dor e queimação podem ser provocadas pelo ato sexual, exame ginecológico, uso de roupas apertadas, de alguns sabonetes e cremes, entre outros.

Explica Mônica Lopes, fisioterapeuta especializada em uroginecologia e diretora da Clínica Salutaire.

O que causa a vulvodínia

A causa exata do problema ainda permanece desconhecida, mas o grande desafio está no diagnóstico.

Estudos apontam que quase 60% das pacientes relataram visitar três ou mais profissionais de saúde, até receber um diagnóstico.

Essa demora atrasa o tratamento e pode levar a transtornos psicossociais também.

O primeiro passo é procurar ajuda. A mulher que tem queixas de dor e ardência na penetração, durante ou após o a relação sexual, deverá procurar um ginecologista com olhar mais específico em patologia vulvar.

Esse profissional realizará o diagnóstico com base na história clínica, no exame físico e no teste do cotonete que auxilia no mapeamento da dor, explica Mônica.

O tratamento

O tratamento da vulvodínia é feito através de uma abordagem multidisciplinar, aliando ginecologia, fisioterapia e psicologia.

A fisioterapia uroginecológica terá uma atuação fundamental para o retorno da atividade sexual e a diminuição da dor.

“Utilizamos técnicas de massagem perineal, contração, relaxamento, eletroterapia analgésica e o biofeedback de eletromiografia (EMG), para um tratamento completo”, reforça a fisioterapeuta.

“Com o tratamento correto, podemos reduzir bastante os sintomas e melhorar muito a qualidade de vida da mulher”, destaca Mônica.

Para as que sofrem com o problema, a indicação é sempre procurar apoio médico.

Alimentação

Segundo a Dra. Mônica Lopes existem algumas pessoas que buscam inibir o crescimento dos cristais de Oxalato, que presentes na urina poderiam irritar a vulva.

A intenção seria fazer uma dieta pobre em Oxalato, até consumindo suplementos de Citrato de Cálcio como forma de diminuir o Oxalato.

No entanto, isso não tem uma comprovação científica. Existem pessoas que fazem uma restrição alimentar muito forte e não veem resultados ou benefícios, então isso se torna muito relativo.

Ações para diminuir a irritação

Mônica destaca algumas ações que podem minimizar a irritação na região:

  • É importante evitar uso de sabonetes, detergentes e produtos perfumados.
  • Deve-se aumentar a lubrificação para a relação sexual, com o uso de óleo mineral no lugar dos lubrificantes tradicionais.
  • Além disso, as roupas íntimas devem ser de algodão e é bom evitar as roupas apertadas contra a vulva.

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Mônica Lopes
Mônica Lopes

Fisioterapeuta Pélvica há 19 anos e Especialista em Saúde da Mulher. Crefito 2 43280-F. Especialista em Fisioterapia Pélvica. Especialista em Saúde da Mulher (COFFITO). Membro da Associação Brasileira de Fisioterapia em Saúde da Mulher (ABRAFISM). Membro da Associação Brasileira de Fisioterapia Pélvica (ABFP). Membro da Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM).

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